A partir do próximo mês os Pernambucanos terão mais um peso no orçamento. De acordo com o anúncio da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), a conta de água vai ficar 8,6% mais cara.
A notícia foi divulgada na tarde desta terça-feira (20), pelo presidente da Arpe, Ranilson Ramos. Ele informou que a previsão é que a nova tarifa comece a vigorar a partir do dia 21 de novembro.
"O Governo do Estado, através do seu governador Eduardo Campos, encaminhou um decreto de lei, publicado no Diário Oficia solicitando isenção do pagamento do esgoto para as famílias de baixa renda, o que beneficiou 30 mil famílias e impactou a tarifa em mais 0,27 %”, disse Ranilson Ramos. “Em seguida o governador também solicitou, através de um novo encaminhamento, que a tarifa social das famílias de tarifa social de baixa renda, alcançando 284 mil famílias, não tivessem um reajuste também para a revisão tarifária deste ano, o que elevará a tarifa para 8,6", explicou.
Em agosto a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) apontou uma insuficiência de 14,21% sobre a receita. No dia 9 de outubro, depois da isenção da tarifa do esgoto, a Compesa reajustou o pedido inicial e sugeriu um aumento de 17,24% na tarifa da conta de água.
Conta de água ficará 8,6% mais cara a partir de novembro
Técnica promete revolucionar construção de casas
Os tijolos estão expostos no estande da Compesa, na feira que reúne técnicos e pesquisadores em saneamento. A tecnologia se destaca não pelo produto em si, mas pelo material utilizado na fabricação. Os tijolos são feitos com uma mistura de massa cerâmica e lodo. O mesmo lodo que fica acumulado nas estações de tratamento, depois do processo de purificação da água.
“Hoje nós continuamos guardando esse lodo, armazenando nas nossas estações, mas vai chegar um tempo em que nós precisaremos dar um destino para ele. Porque o volume seria tão grande que nós não teríamos mais onde botar esse lodo. Então, esse trabalho desenvolvido pelos nossos técnicos é um trabalho que aponta para uma solução muito interessante e ecologicamente correta. Ela estamos apresentando aqui no congresso para ouvir a crítica dos especialistas do setor”, explica João Bosco, presidente da Compesa.
O projeto ainda está em fase de testes, mas os primeiros resultados em laboratório foram positivos. “A gente enviou esses resultados para a CPRH, que é a Agência Estadual de Meio Ambiente, e ela foi favorável a essa utilização e solicitou também que a gente fizesse em escala real, afirma Cláudia Ribeiro, gerente de Inovação Tecnológica da Compesa.
A segunda etapa será de produção industrial. Os técnicos vão desenvolver oito mil tijolos em tamanho real que vão passar por testes de resistência e durabilidade. Mas os pesquisadores ainda terão dois anos de trabalho pela frente até concluir o projeto.
“Se conseguirmos realmente fazer com que a indústria cerâmica utilize 15% do lodo em sua produção, eles vão deixar de extrair 15% da jazida. Vai ganhar a Compesa, a indústria cerâmica e o meio ambiente”, garante Juliana Karla Da Silva, técnica da Compesa.
Fonte: pe360graus
Equipe de Eduardo diz que corte no aumento da Celpe é decisão histórica e libera R$ 167 milhões na economia local
O coordenador do grupo de trabalho do governo do Estado, criado para estudar a revisão tarifária, o secretário de Recursos Hídricos e presidente da Compesa, João Bosco de Almeida, explicou que os índices são diferenciados por classes de consumidores. A parcela residencial, de baixa tensão, representa o principal contingente de usuários do sistema elétrico no Estado, beneficiando 100% da população (2,8 milhões de pessoas), e se não fosse a ação do governo de Pernambuco, haveria um aumento de 1,57% para esta categoria, ressaltou.
Explicou que também houve êxito na negociação para os consumidores situados na faixa de consumo de 13,8 Kv (kilovolts), tais como hotéis, empresas de médio porte, o reajuste será de 4,12%, quando era pleiteado aumento de 5,35%. Para os grandes consumidores, com mais de 69kv, o reajuste ficou em 7,89%, mas havia a possibilidade do índice ter sido de 12,81%. Para os que se situam acima de 230 kv, o ajuste foi de 6,26%, bem abaixo do que era proposto, em torno de 11,77%.
No geral, a média de reajuste ficou em -1,08%.
Com a economia que se fez com este índice negativo, serão mais R$ 167 milhões circulando na economia de Pernambuco só neste ano.
“O governo do estado está defendendo o direito do consumidor por entender que a Celpe está tendo rentabilidade muito acima do que se pode admitir para uma empresa concessionária do setor público, com monopólio natural.
“A rentabilidade da empresa foi de 36%, superior a dos bancos, por exemplo. A do Banco do Brasil, líder do setor bancário, foi de 32%”, destacou João Bosco.
Outro ganho obtido pelo governo foi que as contas de luz ainda deverão sofrer novas reduções nos próximos anos.
Isto porque o percentual que é calculado na revisão tarifária feita de quatro em quatro anos para ser descontado nos anos seguintes – o chamado Fator X – que, segundo a ANEEL, seria de zero ainda foi diminuído ficando em -0,37%. “O governador Eduardo Campos permanece vigilante com relação à tarifação elétrica no compromisso de garantir mais competitividade a Pernambuco”, disse.
A conquista, conforme avaliou, representa o início do resgate do equilíbrio na tarifação elétrica no Estado.
Em janeiro deste ano o governo do Estado conseguiu na justiça, reverter a cobrança direta de resíduos de contas de luz de 2005, garantindo o parcelamento do valor em 12 vezes.
A isenção do ICMS na conta de luz para baixa renda, feito em maio de 2007, também foi um marco na luta do governo estadual, para amenizar o peso da tarifa elétrica nas contas dos pernambucanos.
A medida beneficiou 678 mil famílias, o que significa, quase 3 milhões de pessoas.
Arpe confirma aumento de 7,31% na conta de água
Reportagem: Alexandre Rogério
Compesa denuncia ocorrência de ligações clandestinas no Interior
Segundo a Diretoria de Serviços Operacionais da Compesa, o desvio chega a 30% da vazão projetada em algumas das adutoras do Interior, o que é considerado pelos técnicos como um grande desvio. Isso contribui, segundo avaliação deles, para o aumento do racionamento de água nas cidades.
A Compesa defende a idéia de que as ligações clandestinas podem ser entendidas como roubo, mas afirma que ações educativas são promovidas para regularizar a situação desses agricultores.
"Para quem está usando a água exclusivamente para uso doméstico, a gente propõe uma legalização da ligação. Depois dessa ação educativa, permanecendo o problema, nós pedimos a ajuda do Ministério Público. Essas pessoas são denunciadas e o promotor as convoca para uma ação punitiva", explica Sérgio Torres, diretor de Serviços Operacionais da Compesa.
Ainda de acordo com a Companhia, somente nas duas adutoras que fornecem água a Toritama, no Agreste, foram encontradas 229 ligações clandestinas.
COMPESA OFERECE DESCONTOS PARA DEVEDORES A PARTIR DESTA SEGUNDA-FEIRA
O consumidor poderá, por exemplo, parcelar o que deve em até dez anos, sem juros nem multa.
Além disso, quem optar pelo pagamento à vista ganha automaticamente um desconto de 45%.
Para fazer parte do programa, o cliente só precisa procurar qualquer posto da Compesa em todo o estado, a partir da segunda-feira.
Telefonia celular torna mais segura leitura de hidrômetros em Pernambuco
Hoje, o serviço de leitura dos medidores de água da Compesa é feito por duas empresas prestadoras de serviço. Os leituristas utilizam equipamentos portáteis chamados de microcoletores. Esses aparelhos ao longo do tempo foram tornando-se obsoletos, de baixa confiabilidade e de manutenção deficitária, o que levou a companhia a procurar a nova tecnologia. A utilização de aparelho celular, do tipo “Smartphone”, é a mais nova tendência do setor de saneamento para os próximos anos em substituição aos microcoletores.
A mudança de tecnologia possibilitará uma transformação na relação entre as prestadoras de serviço - responsáveis pela leitura -, a Compesa e os clientes, já que as informações de consumo do usuário serão enviadas diretamente ao sistema comercial da companhia. “Com essa política vamos passar a ter o histórico do consumo dos nossos clientes de forma mais confiável, sem que as empresas prestadoras detenham estas informações, não permitindo seu uso de forma indiscriminada, situação que causa prejuízos à empresa. Os dados coletados são estratégicos para conhecermos os hábitos de consumo de nossos clientes. A partir daí, poderemos fazer projeções no faturamento e arrecadação e teremos mais segurança na definição de projetos relacionados ao índice de cobertura de atendimento”, disse o diretor Comercial e de Atendimento da Compesa, Décio Padilha,
Modernização - O novo procedimento de leitura de hidrômetros faz parte das ações de modernização adotadas pela empresa com o recém-implantado Sistema de Gestão Comercial - GCOM. A nova plataforma de leitura, um dos módulos do sistema comercial, foi desenvolvida pelos técnicos da área de tecnologia da informação da Compesa e do IPAD, exclusivamente para adaptar-se ao aparelho móvel com transmissão de dados em tempo real. O uso da tecnologia representa investimento de R$ 4,9 milhões, recursos repassados pelo Programa de Modernização do Setor de Saneamento, do Ministério das Cidades.
Os custos com a aquisição dos aparelhos celulares já estão enquadrados nos contratos vigentes de leitura e entrega de contas, sendo de responsabilidade das empresas terceirizadas. Já as despesas com transmissão serão absorvidas pela Compesa, de acordo com o contrato corporativo de comunicação e transmissão de dados, firmado com a operadora de telefonia Oi.
O uso da tecnologia vai permitir também melhoria na prestação dos serviços da empresa. Um exemplo: os leituristas, ao se defrontarem com algum vazamento ou estouramento, poderão emitir uma ordem de serviço diretamente às centrais de programação. “Vamos ter um fiscal de vazamento, permanentemente, em campo e com isso melhores condições de eliminar o rodízio de abastecimento e de universalizar a oferta de água, umas das prioridades definidas pelo governador Eduardo Campos para nossa área de atuação”, ressaltou o dirigente da Compesa.
Rio Jaboatão pode acabar com o racionamento de água em Vitória
Em entrevista ao Blog da Política Vitoriense o gerente regional da COMPESA Marcos Costa(foto), afirmou que existe realmente um projeto que é da ANA (Agência Nacional de Águas), no qual confirma a construção de uma possível barragem no Rio Jaboatão, em Moreno, que custaria 30 milhões de reais ao governo do estado, a construção desta barragem acabaria de vez com o racionamento de água em Vitória de Santo Antão e do município de Moreno.
Pelo gerente regional da COMPESA Marcos Costa, o rio Jaboatão é o único que possui uma vazão necessária para acabar com o racionamento de água em Vitória, questionado sobre a logística desta água que poderá vir desta barragem em Moreno, Marcos Costa foi muito simples “isto é de menos, a barragem de Águas Claras, que se encontra a alguns quilômetros de Vitória, consegue abastecer nosso município, e o mesmo procedimento seria efetivado no Rio Jaboatão” diz o mesmo.








