O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou satisfação nesta segunda-feira (1º) com o resultado da pesquisa CNT/Sensus divulgado pela manhã durante, que mostrou um aumento em sua popularidade. “Não sou de falar de pesquisa, mas não há pressão que consiga subir com a pesquisa de hoje [segunda-feira], que mostra que as pessoas estão compreendendo o que está acontecendo”, disse o presidente, durante discurso na cerimônia em Brasília que comemorava a inauguração de 78 novas escolas técnicas federais no país.
Segundo o levantamento, Lula viu sua aprovação pessoal subir de 78,9% para 81,7%. Os números mostraram também uma melhoria na avaliação do governo, que subiu de 70% para 71,4%. O presidente também disse ter ficado contente com o crescimento das intenções de voto à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na pesquisa. Ela éapontada como pré-candidata do PT à sucessão de Lula.
Segundo a pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda, a ministra aparece pela primeira vez à frente do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), nas respostas espontâneas sobre as eleições presidenciais, embora dentro da margem de erro. Nesse tipo de levantamento, não é apresentada nenhuma lista de nomes ao entrevistado. O presidente Lula –que não pode se candidatar– registra 18,7% da preferência do eleitorado. Logo depois, pela primeira vez, vem Dilma, com 9,5%, seguida de Serra, com 9,3%.
Bem-humorado, Lula disse ainda que iria discursar para evitar comentários sobre sua saúde. “Eu não ia falar, mas fiquei com medo que amanhã dissessem que eu não tinha discursado porque passei mal”, disse arrancando risos da plateia.
Escolas
Lula inaugurou simultaneamente 78 novas escolas técnicas federais. Contudo, segundo o Ministério da Educação, 32 delas já estão em funcionamento desde o ano passado. Segundo o governo, essas 78 unidades exigiram investimentos de R$ 175 milhões em infraestrutura e poderão atender quase 100 mil alunos quando estiverem com sua capacidade plena.
Pelos cálculos do governo, desde 2003 já foram inauguradas 141 novas escolas técnicas. O objetivo do Ministério da Educação é concluir a construção de outras 99 unidades até o final de 2010.
“Acho que nós encontramos um caminho. Aqui, sem falsa modéstia, espero que eu seja paradigma para quem vier depois de mim. Ou seja, quem vier depois não pode fazer pior que eu”, discursou Lula sobre a educação.
Lula diz que ´não há pressão que suba com a pesquisa de hoje´
Lula fará novos exames no sábado, afirmam médicos
Médicos que cuidam da saúde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva disseram que novos exames para avaliar suas condições serão realizados neste sábado (30), no Instituto do Coração, em São Paulo.
Veja o site do Jornal Nacional
O presidente descansa em sua residência em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, após ter tido uma crise de hipertensão na noite desta quarta-feira.
O cardiologista Roberto Kalil Filho, médico particular do presidente Luiz Inácio Lula da Silva há mais de 20 anos, afirmou que Lula nunca tinha tido problemas de hipertensão.
"O presidente é uma pessoa saudavel. Como vocês sabem, faz avaliação clínica regularmente. A chamada crise hipertensiva é a primeira vez", disse.
Lula teve uma crise de hipertensão na noite de quarta (27). Por conta do episódio, ele cancelou a ida ao Fórum Econômico, em Davos, na Suíça.
O presidente foi atendido num hospital no em Recife e, no final da manhã, desembarcou em São Paulo. No início da noite, a assessoria do Palácio do Planalto informou que Lula descansou durante o dia, se encontra bem-humorado e apresenta pressão normal.
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Durante a inauguração de uma obra na quarta (27), Lula deu sinais de que não se sentia bem. "Eu vou ser muito breve porque estou com a garganta não muito boa e não quero ser o primeiro paciente dessa UPA aqui", disse, ao inaugurar uma unidade de pronto-atendimento em Pernambuco.
Lula já sentia os efeitos de uma sinusite crônica, uma inflamação nos seios da face. À noite, no Recife, o presidente participou de uma homenagem aos judeus mortos ho Holocausto. E foi jantar com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) no Palácio do Governo. Lula, que continuava indisposto, não comeu.
Pouco depois das 23h, já dentro do avião que o levaria para Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico, a indisposição piorou.
O médico da comitiva diagnosticou uma crise hipertensiva. A pressão do presidente estava alta, em 18 por 12. Mesmo assim, foi difícil convencer Lula a ir a um hospital.
"Eu tirei o presidente do avião e achei que ele não deveria viajar. Foi por ordem médica que ele não viajou. Ele, inclusive, até o último momento relutou: 'não, vamos viajar'. Mas eu falei 'não presidente, vamos pra casa'", contou o médico Cléber Ferreira.
Apesar de o presidente ter voltado de férias há pouco mais de duas semanas, o cansaço foi apontado como a principal causa da indisposição. É que o presidente retomou o trabalho num ritmo muito forte. A orientação dos médicos é que, nos próximos dias, ele faça uma avaliação médica.
Fonte: G1
Lula vai discutir com Eduardo saída de Ciro
Determinado a antecipar o prazo para que Ciro defina seu futuro político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversará na quarta-feira (27) com o presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), e possivelmente se reunirá também com o próprio Ciro. Lula visita Pernambuco na quarta. Não está confirmada a presença de Ciro no Recife.
Antes mesmo do encontro do presidente com Eduardo Campos, líderes do PSB já admitem que terão de apressar a definição. Ciro Gomes, que esticou a folga de fim de ano e só retornaria ontem à noite das férias, havia fixado para março o prazo para dizer se aceita deixar a corrida presidencial, após o convite de Lula para que dispute o governo de São Paulo.
“A pressão está grande demais. A data que havíamos fixado está prejudicada e parece que não teremos outra saída a não ser antecipar”, disse ontem líder do PSB na Câmara, deputado Márcio França (SP).
Nos últimos dias, o PT subiu o tom em relação a Ciro. Reunidos no fim de semana em São Roque (SP), em seminário da ala majoritária da sigla, alguns líderes petistas já não escondiam a irritação com a demora do deputado em se decidir sobre a eleição. Reservadamente, se queixavam até da longa duração das férias do parlamentar.
Caso Ciro se recuse a concorrer em São Paulo, o plano é oferecer uma posição na campanha de Dilma ou no futuro governo, caso a ministra seja eleita.
Parte do comando petista avalia que o deputado socialista seria a pessoa ideal para atrair votos para Dilma no Nordeste, onde Serra tem entre seus aliados o senador e ex-governador de Pernambuco Jarbas Vasconcelos (PMDB). “Se Ciro quiser ser candidato em São Paulo, hoje a maioria do partido o apoia. Se quiser qualquer função na campanha da Dilma, também temos abertura”, disse o presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP).
O novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, que assume em fevereiro (leia na página 5), usa a derrota do governo na eleição do Chile como argumento para convencer o PSB a retirar o nome de Ciro da sucessão. Na disputa chilena, havia dois candidatos que faziam parte da aliança da presidente Michelle Bachelet.
“O próximo passo é garantir a unidade do governo na eleição. Trazer o Ciro para a campanha da Dilma. A unidade é importante. Vimos um monte de comparações apressadas com a eleição do Chile, mas se há um ponto que vale para o Chile e para o Brasil é que governo não divide”, disse Dutra.
Se o plano de fazer Ciro disputar o governo de São Paulo fracassar, o PT terá de recomeçar o processo de escolha de seu candidato em São Paulo. Com a desistência do ex-ministro Antonio Palocci, ganharam força o senador Aloizio Mercadante (SP) e a ex-prefeita Marta Suplicy. No pé da lista, estão o prefeito de Osasco, Emidio de Souza, e o ministro da Educação, Fernando Haddad. No vácuo deixado por Ciro, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (PSB), também quer uma chance.
Fonte: Jornal do Commercio
Lula quer esvaziar a crise do Plano de Direitos Humanos
Na primeira reunião da coordenação de governo de 2010, o presidente Lula deixou clara sua preocupação em esvaziar a crise que se instalou no governo no fim do ano passado com a divulgação do III Plano Nacional de Direitos Humanos. A primeira providência será a de ele próprio conversar com os ministros envolvidos no assunto – o da Defesa, Nelson Jobim e o da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi – na tentativa de buscar um acordo em torno dos termos do decreto que trata do Plano Nacional de Direitos Humanos. O presidente Lula poderá assinar outro decreto retificando os termos do anterior, mas pretende mostrar que a questão será definida no âmbito da Comissão da Verdade, criada pelo mesmo decreto para investigar casos desrespeito aos direitos humanos no país, e que deve propor projeto de lei a ser enviado ao Congresso.O decreto, assinado em cerimônia por Lula no dia 23 de agosto, fala em investigar casos de repressão política no período de 1964 a 1985, o que provocou reação dos militares, vocalizada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Eles queriam que o texto tratasse de “conflitos políticos” neste período, o incluiria a investigação não só de militares, mas também de militantes de esquerda. A solução poderá ser a retificação do decreto do Plano de Direitos Humanos para atender aos militares, mas sem que isso denote recuo do governo em relação ao resultado da Conferência de Direitos Humanos.
- Não existe crise militar e nem é assunto de tanta gravidade. Vai dar tudo certo. O presidente dará uma solução que não atrita nenhum dos lados – disse um ministro que participou da reunião.
Assessores do presidente têm dito que o assunto só ganhou contornos de crise por conta dos feriados de fim de ano e das férias do presidente e de ministros. O que houve, segundo um ministro, é que “um comando do presidente não chegou ao ministro Vanucchi” que, “não por má fé”, não teria seguido a orientação do presidente de usar a expressão “conflitos políticos” no texto do decreto do III PNDH.
Ao mesmo tempo em que tenta por fim à crise que envolve os militares – que por meio do ministro Jobim deixaram claro que não aceitariam a investigação apenas de militares que atuaram no período de 64 a 85, o governo quer deixar claro a partir de agora que o III Plano Nacional de Direitos Humanos não é um projeto de governo e sim resultado da Conferência de Direitos Humanos que trabalhou por mais de um ano para ouvir a sociedade sobre tantos assuntos relativos aos direitos humanos. Os dois PNDHs anteriores, assinados pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, tratam de tantos assuntos quanto o atual, mas não teriam gerado tamanha polêmica, segundo um ministro, por não terem recebido a mesma cobertura da imprensa, mas também por terem adotado uma linguagem também mais amena.
- O que houve foi uma mudança na forma de se fazer do Plano Nacional de Direitos Humanos. O atual governo fez questão de ouvir a sociedade e seguir o que decidiu a Conferência Nacional de Direitos Humanos que trabalhou durante um ano, após conferências estaduais sobre os diversos temas.
O presidente Lula manifestou sua contrariedade, também, com o texto relativo ao aborto. Segundo um ministro, foi adotado o texto da Conferência da Mulher, que defende que a mulher tenha total decisão sobre seu corpo – portanto, decisão sobre abortar ou não -, enquanto que a conferência da saúde não trata do assunto da mesma forma e sim do aborto como questão de saúde pública. Por isso, o presidente já mandou emissários para darem tal explicação à Igreja, já que a CNBB engrossa o coro de críticos ao Plano. Um ministro lembrou que aborto não faz parte do programa de governo de Lula e que a visão do governo é tratar o aborto como questão de saúde pública, nos temos da Conferência da Saúde.
Fonte: G1
A esquerda somos nós, diz líder dos tucanos Sérgio Guerra na Veja
O senador pernambucano Sérgio Guerra, de 62 anos, prepara-se para a tarefa mais difícil de sua carreira: coordenar a campanha que pode reconduzir seu partido à Presidência da República. Ele já dá como certa a candidatura do governador de São Paulo, José Serra. Juntos, eles preparam a estratégia para enfrentar a ministra Dilma Rousseff, que representará o governo mais bem avaliado da história. Será a segunda vez que Serra vai disputar a Presidência da República. Na primeira, em 2002, perdeu para Lula. Naquela ocasião, Serra era visto como o candidato de centro-direita, por representar o governo "neoliberal" de FHC. Lula era o homem da esquerda, que fazia oposição. Oito anos depois, o redemoinho da política inverteu os papéis. O PT lançará a candidatura governista, defendendo a mesma política econômica de FHC, e o PSDB, agora na oposição, apostará numa posição mais à esquerda, como explica o senador nesta entrevista a VEJA.O governador José Serra é o candidato do PSDB à Presidência da República?
Nós trabalhamos com esse cenário.
Com a desistência do governador de Minas, Aécio Neves, por que o PSDB não anuncia de uma vez a candidatura de Serra?
Serra tem compromissos com o estado de São Paulo. A população paulista espera que ele cumpra suas obrigações até o fim do mandato. Quando ainda existia a disputa entre Serra e Aécio, nós sentíamos que havia a necessidade de definir logo o nome. Como o governador de Minas Gerais desistiu, o anúncio se tornou irrelevante. Virá no momento apropriado. Isso não vai demorar.
Aécio já disse que não aceita ser vice na chapa tucana. Quem será?
A definição do vice se dará apenas depois do anúncio da candidatura Serra. O nome pode vir do PSDB ou do DEM, que é nosso grande parceiro. Há bons quadros nos dois partidos.
O governador de Minas parece bem descontente com o desfecho dessa disputa...
Tenho 100% de certeza que Aécio estará ao nosso lado durante a campanha. Desistir não foi uma decisão fácil para ele. A população de Minas esperava a candidatura dele a presidente. Não é fácil para Aécio administrar essa pressão. Mas cada coisa no seu tempo. Agora, ele poderá se dedicar à campanha dos nossos aliados no seu estado.
Sem Aécio na chapa, o PSDB não enfrentará ainda mais dificuldades na disputa com a candidata governista, Dilma Rousseff, que terá no seu palanque o presidente mais popular da história?
Temos um candidato fortíssimo, que não está à frente nas pesquisas por mera sorte. Serra é um político inteligente, preparado, que sabe governar e já mostrou isso. Tem história e compromisso com o país. O governo vai de Dilma, que não tem nada disso. Ela nunca foi candidata, não tem história, hospedou-se por algum tempo no PDT e agora foi para o PT. Dilma não tem o que dizer nem o que mostrar. Qual o currículo dela? Dilma é candidata porque o presidente assim quis. Mas essa história de Lula de saias não funciona.
Ela será a candidata de um governo que beira a unanimidade. O PT vai comparar os números do governo Lula com os do governo tucano.
Isso não vai colar. Eles querem impor essa campanha
plebiscitária, uma pauta artificial, mas o eleitor não é bobo. Na hora da campanha, quem vai disputar a eleição serão Dilma e Serra, cada um com sua biografia. A não ser que a Lula se
esconda… (risos) Ato falho. Que a Dilma se esconda.
Como Serra poderá conquistar o eleitorado do Nordeste, que idolatra o presidente e foi largamente beneficiado por programas como o Bolsa Família?
Ninguém terá os votos que Lula tem no Nordeste. Nem Dilma. Fala-se muito em transferência de votos, mas isso acontece até certo ponto. Não acredito que haverá tanta transferência para Dilma. Tenho visto isso no interior do Nordeste: o povo não ama a ministra. Mas muita gente gosta do Serra. Não será como em 2006, quando os nordestinos votaram maciçamente em Lula. Naquele ano, só fizemos campanha em Sergipe. Nos outros estados, não havia organização. Aliás, eu não podia nem falar no nome de Alckmin (então candidato do PSDB). Só queriam saber do Lula. Agora é diferente. Estamos mais organizados, temos um candidato fortíssimo.
Caso Serra vença, haverá mudanças substanciais na política econômica?
Sem dúvida nenhuma. Iremos mexer na taxa de juros, no câmbio e nas metas de inflação. Essas variáveis continuarão a reger nossa economia, mas terão pesos diferentes. Nós não estamos de acordo com a taxa de juros que está aí, com o câmbio que está aí. Estamos criando empregos no exterior. Os últimos resultados da balança comercial são negativos. Precisamos estabelecer mecanismos para criar empregos no Brasil. Espero que a sociedade nos compreenda. Será necessário fazer um rigoroso ajuste das contas públicas. Hoje, o governo gasta muito – e mal. Os gastos cresceram além da capacidade fiscal do país.
E como transcorreriam essas mudanças?
Se ganharmos, agiremos rápida e objetivamente. A forma de fazer será discutida no momento adequado. Haverá um Ministério do Planejamento que realmente planeje, e não o desastre que está aí hoje. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) não se realizou. Não há prioridades programáticas, só números inflados. Apenas os projetos eleitoreiros, os que têm padrinhos políticos, estão andando. As estradas estão esburacadas, os aeroportos estão na iminência de outro apagão, a infraestrutura de transportes, como os portos, foi entregue a políticos e a grupos de pressão. Isso é o PAC na realidade – e nós vamos acabar com ele.
Falando assim, até parece que o PSDB está à esquerda do PT...
Mas nós estamos à esquerda mesmo. Se ganharmos, vamos acelerar os investimentos na educação e na saúde. Manteremos o Bolsa Família, que é um mecanismo eficiente de erradicação da miséria e da fome. O PT não é de esquerda. Já foi; não é mais. O PT se transformou num partido populista. Antes, o PT tinha militância nas grandes cidades. Agora, tem cabos eleitorais nos grotões, pagos com dinheiro público, que escorre por meio de ONGs. Isso é esquerda? Não, é populismo. A verdade é que o PT só gosta de democracia quando lhe convém. Na eleição passada, quando estávamos atrás nas pesquisas, o PT introduziu o crime na campanha, com o dossiê fajuto dos aloprados e aquela pilha de dinheiro que ninguém sabe de onde surgiu. Agora que estamos na frente, imagine o que eles vão fazer. Será uma campanha sangrenta. Eles vão fazer de tudo para impedir uma possível vitória nossa. O que está acontecendo atualmente são apenas ensaios.
Como assim?
Dilma e o PT estão fazendo campanha eleitoral sem a menor cerimônia. Isso é contra a lei. Estamos assistindo a um banho de propaganda, na linha "Pra frente, Brasil", do Médici (general Emílio Garrastazu, presidente entre 1969 e 1974, na ditadura militar). É uma estratégia bem articulada de propaganda, na qual as empresas públicas entraram fortemente. O incrível é que empresas privadas também participam disso. O filme sobre Lula (Lula, o Filho do Brasil, em cartaz) foi financiado assim. Isso é inconcebível numa democracia.
As empresas não são livres para apoiar o governo?
Apoiam para se aproximar do poder. Mas não é só isso. Em 2002, a máquina pública não foi usada na campanha de Serra a presidente. Agora, há comícios de Dilma e Lula toda semana. É um espanto. Eu vi isso no meu estado. No ano passado, Dilma passou dois dias visitando as obras de transposição do Rio São Francisco. Eu as visitei em duas horas. O que justifica ficar tanto tempo lá? É claro que se trata de campanha, e ainda por cima paga com dinheiro do contribuinte. Isso é reflexo do trato do PT com a coisa pública. Nenhum governo até hoje tinha sido capaz de aparelhar a máquina estatal de alto a baixo. Isso é péssimo para o país.
Por exemplo?
A Petrobras. É a maior empresa do país, um governo dentro do governo, e sempre foi poupada da sanha do fisiologismo. Era aceitável que se nomeassem diretores, mas a interferência parava por aí. No governo do PT, virou uma esculhambação. Puseram apaniguados em todos os setores e cargos.
Mas a Petrobras não está divulgando lucros recordes a cada trimestre?
Certamente seriam bem maiores, não fosse o loteamento. Essas nomeações causaram perda de eficiência e corrupção. No nosso governo, liquidaríamos essa prática. Seriam nomeados apenas técnicos que tivessem interesse no bem da Petrobras – e não no de um partido político. É preciso moralizar as ações políticas.
O PSDB vai mesmo usar esse discurso na campanha? Os maus costumes já se estabeleceram como aceitáveis no mundo político.
Eu votei em Lula várias vezes, mas nesse quesito ele me decepcionou. Acho que Lula foi o último presidente a fazer política com as mãos sujas. O clima político está saturado. A convivência parlamentar não suportará mais uma legislatura com tantas crises. Atingimos o limite. Não há mais espaço para esse tipo de mentalidade que redundou no mensalão, na compra espúria do Parlamento. É a mesma mentalidade que troca votos no Congresso por cargos no governo, por emendas
parlamentares.
Essas práticas já eram empregadas antes do governo Lula.
Não estou dizendo que antes era o céu e que agora vivemos no inferno. Mas o PT levou ao limite essas atitudes corruptas. O mensalão não morreu. Ele sobrevive nessas práticas, no desrespeito às normas democráticas. Os mensalões têm se expandido pelo país, nas assembleias e nas câmaras municipais.
Qual a autoridade do PSDB para criticar os petistas, no momento em que o senador Eduardo Azeredo acaba de se tornar réu no Supremo Tribunal Federal, acusado de liderar o mensalão mineiro?
Eu não concordo que tenha havido mensalão em Minas. O senador Azeredo é um dos homens públicos mais íntegros do país. Temos certeza de que ele será inocentado no STF.
Por que o PSDB não consegue fazer oposição?
Tentamos fazer, mas é difícil. O Congresso está desmoralizado, e o exercício da oposição sempre se deu no Parlamento. Se o Parlamento não tem força, a oposição fica limitada. As comissões parlamentares de inquérito, que são o instrumento mais poderoso da minoria, foram
exterminadas. O governo aprendeu a aniquilar CPIs.
O governo FHC também enterrava CPIs, como a da Corrupção, que foi barrada no fim da gestão tucana.
Cometemos nossos equívocos, mas o PT destruiu o Congresso. Crises como a do mensalão nascem no Executivo. Não há diálogo do governo com o Congresso. O PT montou tropas de choque, com parlamentares inexpressivos, que não se constrangem em defender o indefensável, atacam os outros sem pudor e agridem a imprensa. A gasolina dessa tropa é o dinheiro público. Foi o que se viu na CPI dos Cartões Corporativos e na CPI da Petrobras, que terminaram sem começar.
Como o PSDB poderia fazer diferente, se a qualidade do próximo Congresso provavelmente será a mesma?
Primeiro, não podemos partir do princípio de que o Parlamento não presta. É preciso respeitar todos os partidos e buscar diálogo com quem queira conversar. Vamos acabar com a linguagem dos cargos e das emendas. É claro que há elementos que não se dobram a argumentos republicanos. Com esses, não haverá conversa. Para isso, é preciso ter capacidade de liderança, o que Serra sempre demonstrou ter. Nosso candidato terá autoridade política e moral para conduzir esse processo de limpeza. Dilma, por outro lado, não poderá fazer isso. Ela é filha desse contexto ruim.
Fonte: Revista Veija
Pelé e Juan Carlos I têm encontro de reis após mal-estar entre Rio e Madri
Após o mal-estar envolvendo as candidaturas de Rio de Janeiro e Madri, um encontro de reis marcou nesta sexta-feira o encontro dos dois comitês na inauguração da assembleia do Comitê Olímpico Internacional, em Copenhague. Rei do Futebol, Pelé conversou com o espanhol Juan Carlos I antes do evento presidido pela rainha da Dinamarca, Margrethe II, e pelo príncipe consorte Henrik. Pelé e o presidente Lula conversaram também com o presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero. O mal-estar entre as duas candidaturas foi criado pelo vice-presidente do Comitê Olímpico Espanhol, José María Odriozola, que afirmou que o Rio de Janeiro tinha o pior projeto entre as quatro concorrentes às Olimpíadas de 2016 - as outras são Madri, Tóquio e Chicago.
Durante a cerimônia, o presidente do COI, Jacques Rogge, desejou sorte às quatro candidatas e garantiu que o movimento olímpico está mais forte do que nunca.
Fonte: G1
Lula sanciona reforma eleitoral e libera debate entre candidatos na web
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (29) a reforma eleitoral aprovada pelo Congresso e vetou a parte da lei que igualava as regras para debates entre os candidatos na web às regras da televisão e rádio.
Com o veto do presidente Lula ao artigo que tratava das regras dos debates, apenas as emissoras de rádio e TV, que são concessões públicas, ficam obrigadas a convidar todos os candidatos que disputam um mesmo cargo para realizar debates. Apesar de serem obrigadas a convidar todos os candidatos, as emissoras podem realizar debates com a concordância de até 2/3 dos concorrentes. A web está livre dessas regras.
Lula manteve o texto aprovado pelo Congresso na parte que prevê a exigência de impressão de votos em um percentual de urnas em todo o país nas eleições de 2014. O presidente não levou em conta o pedido de alguns ministros, como o da Defesa, Nelson Jobim, para vetar a proposta dos deputados. Jobim chegou a classificar a mudança de “retrocesso”.
O presidente manteve a proposta aprovada do voto em trânsito no pleito para presidente da República. Com isso, o eleitor fora do seu domicílio eleitoral poderá comparecer a uma sessão eleitoral e votar em um dos candidatos à Presidência. Essa mudança ainda será objeto de regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e vale apenas para votação nas capitais.
Outros vetos
Lula vetou também uma proposta do Congresso que previa o parcelamento de multas eleitorais junto à Receita Federal. O Ministério da Fazenda pediu o veto deste artigo porque o órgão responsável por esse parcelamento, já previsto na lei eleitoral anterior, é a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
O presidente também vetou um novo cálculo proposto pelo Congresso para restituição via Imposto de Renda para as empresas de radiodifusão pela veiculação da propaganda eleitoral gratuita.
Com o veto, as emissoras continuam sendo obrigadas a informar à Receita o valor da publicidade comercial veiculada no dia anterior à veiculação da propaganda eleitoral e a receita obtida com venda da mesma grade publicitária naquela faixa de horário 30 dias antes e 30 dias depois da propaganda eleitoral.
Fonte: G1
Divulgada programação oficial da visita de Lula ao Recife
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega nesta quinta-feira (10) ao Recife por volta das 23h e ficará no hotel Atlante Plaza, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. A partir de sexta-feira (11) haverá uma agenda pública em Suape, no litoral sul de Pernambuco, e na capital pernambucana. A programação oficial foi divulgada na tarde desta quinta-feira (10) em coletiva à imprensa
O primeiro compromisso do presidente será às 9h na inauguração do Cais nº 5, do Porto do Complexo Industrial Portuário de Suape. Estarão presentes no evento o governador do Estado, Eduardo Campos, e o presidente do Porto de Suape, Fernando Bezerra Coelho. De carro, o presidente segue para o Estaleiro Atlântico Sul para assentamento do primeiro bloco que dará início a construção completa do primeiro navio no Estaleiro, que teve início em setembro do ano passado. A previsão é de que o navio fique pronto em abril de 2010.
Por volta das 13h30, Lula inaugura o moinho da empresa de alimentos Bunge, ainda no Complexo Portuário de Suape. O moinho está em operação piloto desde o início do ano e é considerado o mais moderno da América do Sul, com capacidade de moagem de 1950 toneladas de trigo por dia. Com a inauguração completa, amanhã, a expectativa é de que a capacidade de moagem chegue a 2600 toneladas por dia até 2010. O empreendimento conta com capacidade de estocagem de 50 mil toneladas do grão. Essa obra tem investimento de R$ 1,5 milhão.
Às 15h30, o presidente inaugura simultaneamente, por meio de teleconferência, dois campus de Escolas Técnicas Federais: uma em Ipojuca, litoral Sul do Estado, e outra em Floresta, sertão de Pernambuco. Essa duas escolas integram o plano de expansão da Rede Federal de Ensino Técnico no Brasil. Quando estiverem em pleno funcionamento, as duas unidades terão 2,4 mil vagas em cursos de educação profissional para o Estado. Atualmente, os dois campi contam com 1170 estudantes e 81 professores.
Em seguida, o presidente vai de helicóptero para a Cidade Universitária, onde visita a Biofábrica Governador Miguel Arraes, que fica no laboratório do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. O último compromisso de Lula no Estado é a inauguração da unidade de produção de Radiofármacos, no Centro Regional de Ciência e Tecnologia do NE. A fábrica é a maior da América do Sul, com produção de 1,5 milhões de mudas de cana de açúcar por mês.
A unidade também produzirá o FDG, substância utilizada em tomógrafos PET, que hoje é um dos mais avançados instrumentos da medicina para detecção de câncer e outras doenças na área de cardiologia e neurologia. Esse tipo de tomógrafo é capaz de identificar tumores em estágio inicial. Com o pleno funcionamento da unidade, aproximadamente 50 mil pacientes, que necessitam do tomógrafo, poderão ser atendidos por ano em Pernambuco. O investimento chega a cerca de R$ 18 milhões, desse total 200 mil foram aplicados no treinamento da equipe técnica.
No Brasil, apenas São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília contam com unidades similares da Unidade de Produção de Rádiofármacos (URRA).
A previsão é que o presidente siga de helicóptero para a Base Aérea do Recife por volta das 20h, de onde segue viagem.
Fonte: pe360graus
Lula cumpre agenda em Pernambuco
Pela manhã, às 9h30, Lula estará no Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, para a cerimônia de batimento de quilha do primeiro navio produzido pelo EAS. Ainda em Suape, às 12h30, inaugura o novo moinho da Bunge.
Saindo do Complexo Industrial e Portuário de Suape, o presidente realiza a inauguração simultânea das novas escolas técnicas em Pernambuco, às 14h30, na rodovia PE-60, km 14. Em seguida, às 17h, inaugura a Ciclotron – uma unidade de produção de rádio-fármacos do Nordeste – e visita a Biofábrica de cana do Cetene, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
A Presidência não divulgou os nomes das autoridades que vão compor a comitiva de Lula.
Fonte: DP
Lula diz que brasileiro deixou de ser povo e está esperto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que "o povo deixou de ser povo" e passou a interpretar as notícias sem se guiar por formadores de opinião. Lula comentou que a eleição presidencial de 2006 provou essa tese quando foi reeleito em meio aos resquícios do escândalo do mensalão.
"Teve um tempo em que inventaram um tal de formador de opinião pública. Diziam que eu não poderia falar isso se não eles [formadores de opinião pública] não iriam gostar. Mas quando chegou nas eleições de 2006, o povo deu uma lição. O povo não quer intermediários entre ele e em quem ele vai votar", afirmou.
Lula acrescentou que o povo aprendeu a entender "o que é mentira e o que é verdade, e o que é Justiça e o que é injustiça". Para o presidente, o povo não deve voltar a baixar a cabeça.
Em discurso durante cerimônia que marcou conclusão parcial de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em Nova Iguaçu, na baixada fluminense, Lula afirmou que governa para todos mas que sua prioridade é o "povo pobre".
Ele voltou a dizer que vai registrar em cartório as ações de seu governo e que seu sucessor vai ter que trabalhar muito mais porque o povo está "esperto", "malandro" e "sabido".
Fonte: Folha Online
Sancionada lei que regulamenta profissão de mototaxista
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (28) a lei que regulamenta a profissão de mototaxista no Brasil. Segundo o ministro das Cidades, Márcio Fortes, que se reuniu com o presidente para tratar do tema, foi feito um único veto, em um artigo que descrevia as obrigações dos seguranças motorizados que usam motos para trabalhar. Segundo Fortes, o artigo foi vetado porque tratava de temas que devem constar do contrato privado entre a empresa de segurança e os moradores, como, por exemplo, a obrigatoriedade de esperar os moradores em casa e avisar a polícia sobre movimentações suspeita.
Fonte: AE
Luz para Todos terá mais 1 milhão de ligações até 2010, diz Lobão
O programa Luz para Todos, um dos principais projetos sociais tocados pelo atual governo, deverá fazer mais um milhão de ligações elétricas em residências até setembro de 2010. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 27, pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do programa.
Pelas contas do ministro, as novas ligações corresponderão a cinco milhões de pessoas que passarão a ter acesso a energia elétrica. Segundo Lobão, isso consiste em uma antecipação, já que se imaginava que essas novas ligações seriam feitas até dezembro do próximo ano.
Lobão disse ainda que o programa já cumpriu a meta inicial de levar energia a dois milhões de residências. "E o presidente Lula mandou prosseguir com o programa até 2010", disse.
O ministro, que pertence ao grupo político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), recusou-se novamente a responder perguntas sobre as acusações que pairam sobre o senador.
Fonte: Agência Estado
Presidente encontra ator mirim de 'Lula - Filho do Brasil'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ator mirim do filme ´Lula - O Filho do Brasil´, Felipe Falanga, em encontro na tarde desta quinta-feira (23). Felipe está no elenco da cinebiografia do presidente, que também conta com a atriz Gloria Pires. O encontro aconteceu em São Paulo. (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência)
Fonte: G1
Lula volta a Suape agora em agosto para inaugurar nova etapa do estaleiro Atlântico Sul
Depois de participar do primeiro corte de chapa para o estaleiro Atlântico Sul, em Ipojuca, o presidente Lula já avisou a parlamentares pernambucanos em Brasília que voltará a Suape, no dia 17 de agosto, pela manhã, para participar da mais nova etapa do empreendimento. No caso, o chamado batimento de quilha, quando são unidas das plataformas que fazem a base da embarcação.
A visita de Lula ocorreu em setembro de 2008. Lula esteve em Suape com a ministra Dilma Rousseff, durante cerimônia que deu início à execução do Programa de Modernização e Expansão da Frota, da Transpetro. Na ocasião, o Estaleiro Atlântico Sul começou a cortar o aço que dará origem ao primeiro dos 49 navios previstos no Promef.
Fonte: Blog do Jamildo
Prefeitos fazem pressão para ressuscitar nova CPMF
Pressão dos prefeitos e o incentivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve reacender um tema polêmico no Congresso Nacional, assim que for retomado o trabalho do segundo semestre: a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), alíquota de 0,1% cobrada sobre operações financeiras teoricamente para financiar a saúde pública.
A proposta da CSS é irmã da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta em dezembro de 2007, contra a vontade de Lula. A estratégia do governo é usar o apelo que o presidente Lula fez na 12ª Marcha dos Prefeitos para que se aprove um aumento de arrecadação a ser usado exclusivamente na saúde.
O vice-líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP), reforça a intenção da base aliada para votar a CSS no retorno do recesso parlamentar. "Os prefeitos fizeram esse pedido na marcha (Nacional dos Prefeitos, realizada em Brasília na última semana). Acredito que ser for pautado e se os prefeitos vierem à Câmara para pressionar, vai aprovar. Estamos na verdade atrasados quanto a uma solução para a área da Saúde", disse.
A oposição promete aumentar a guarda contra a retomada da votação da proposta. O projeto que cria a alíquota de 0,1% da CSS está paralisado na Câmara desde 2008, quando até os deputados governistas desistiram de concluir a aprovação do novo tributo por conta das eleições municipais. O vice-líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), disse que não há clima político para aprovar nada parecido com a retomada da CPMF. "Ninguém quer mais CPMF, CSS ou seja que nome for. Não há nenhum clima para que isso seja criado novamente", disse Nogueira.
O tucano afirmou que nem a queda na arrecadação federal nos últimos meses justifica a aprovação da CSS. "Criar essa contribuição sobre a saúde, que é uma CPMF disfarçada, uma maquiagem da CPMF, não é a solução. Houve queda de arrecadação, mas não só pra União, mas também para Estados e municípios e ao que saiba ninguém aumentou impostos, pelo contrário, fizeram o dever de casa que todo cidadão faz: você teve redução na sua receita você corta despesa desnecessária. O governo fez o contrário, aumentou despesas", critica o deputado.
Na época da votação do texto principal da CSS, o resultado foi apertado. O governo conseguiu apenas dois votos a mais que o mínimo necessário. Com a chegada das eleições em outubro de 2008, os deputados precisavam votar os destaques, mas adiaram por tempo indeterminado para evitar desgastes aos candidatos às prefeituras.
Agora, o governo espera ver o favor retribuído, com os prefeitos aliados eleitos pressionando os parlamentares pela conclusão da análise do projeto. A oposição promete obstruir a votação dos destaques da CSS.
Fonte: Terra
Lula diz que está aberto às reivindicações de prefeitos
Lula critica oposição por criação da CPI da Petrobras e diz 'todos são bons pizzaiolos'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje não estar preocupado com a CPI da Petrobras, instalada ontem. Segundo ele, há outras formas de investigar uma empresa do porte da Petrobras. Lula criticou a oposição pela insistência da criação da CPI. "A mim não preocupa. O que eu acho é que tem gestos de irresponsabilidade na constituição de uma CPI dessas porque você pode pedir investigações da Receita Federal, da Controladoria Geral da República, do Ministério Público, da CVM", disse ele. Lula afirmou que a CPI é interessante para quem "quer fazer um Carnaval". "Para quem quer investigar seriamente era preciso ter um outro mecanismo. Acontece que a Petrobras é a maior empresa brasileira, a empresa de maior projeção nacional, tem ações na Bolsa." O presidente também aproveitou para usar o mesmo argumento dos petistas de que a oposição, quando era governo, queria privatizar a Petrobras. "Por que que a turma que queria privatizá-la ontem está hoje preocupada com a Petrobras? A minha preocupação agora não é com a CPI." O presidente disse que sua maior preocupação agora é com o novo marco regulatório da exploração do pré-sal. "A minha preocupação é que me entreguem daqui a dez dias o novo marco regulatório da Lei do Petróleo por causa do pré-sal. Que quero anunciar ao Brasil qual será o novo marco regulatório e quero mandar para o Congresso as mudanças na lei que são necessárias. Enquanto a oposição grita, eu trabalho." Questionado se a mistura de pré-sal com CPI daria em pizza, Lula respondeu: "Depende. Todos eles são bons pizzaiolos" Fonte: Folha Online
Lula elogia Ronaldo e nega ter indicado empreiteira para CT do Corinthians
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou hoje (10) que tenha indicado empreiteiras ao Corinthians para a construção do estádio do clube, ao contrário do que declarou, na última segunda-feira (6), o jogador Ronaldo, durante um programa esportivo apresentado por canal de tevê por assinatura.
“Não indiquei porque tem muitas e se indico, vou ficar inimigo de algumas”, respondeu a jornalistas, durante entrevista coletiva em L'Áquila, na Itália, onde participou da reunião do G8.
Antes de responder à pergunta, o presidente, que é corintiano, disse que gosta de Ronaldo porque ele marcou três gols na vitória do time, nesta semana, sobre o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro.
Em seguida, Lula explicou que desde 1963 o Corinthians quer construir um estádio e que um dirigente do clube apresentou um projeto de estádio para a Copa do Mundo de 2014. Então, ele aconselhou o dirigente a fazer um projeto sério e encontrar uma empresa para construir o estádio.
Revista britânica chama Senado brasileiro de 'casa de horrores'
A "The Economist" conta, ainda, que senadores de todos os espectros políticos estão envolvidos, citando o caso de Arthur Virgílio (PSDB-AM), que teve uma conta de seu hotel em Paris paga por Agaciel Maia. Sarney, na reportagem, é apontado como um "sobrevivente" e o prognóstico da revista é de que ele deverá manter a cadeira de presidente do Senado, lembrando a defesa do senador feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu interesse em manter o PMDB como aliado.
"Em um período em que a economia apenas começa a ressurgir de uma recessão, a saga dos atos secretos lembra aos brasileiros que seus políticos nunca impõem austeridade a eles mesmos. Também por relembrar os defeitos de alguns aliados de Lula e sua disposição para fechar os olhos a escândalos quando isso lhe serve", finaliza a "The Economist".
Fonte: Agência Estado
Sarney diz que não vai se licenciar ou renunciar
O senador José Sarney disse ao presidente Lula, em encontro que tiveram no começo da tarde, que não vai se licenciar nem renunciar ao cargo de presidente do Senado. Ele pretende, conforme disse ao presidente, liderar o processo de saneamento do Senado. Sarney disse a peemedebistas que gostou da conversa e que a tarefa, agora, é recompor a base de sustentação ao governo. Isso quer dizer que o presidente Lula assumiu a tarefa de conduzir o PT a apoiá-lo. No encontro, Sarney mostrou a relação de medidas já adotadas desde que assumiu a presidência e informou que outras serão anunciadas na semana que vem.Na avaliação dos dois, a crise do Senado é uma crise política e que a oposição tenta dela se aproveitar para criar instabilidade e tumultuar a vida do governo. Em função disso, a primeira tarefa será a recomposição da base governista, reaproximando os dois principais partidos no Senado - PMDB e PT. O encontro de Lula e Sarney aconteceu um dia depois de Lula ouvir o PT do Senado e constatar que a bancada esta dividida, com pelo menos quatro senadores defendendo o afastamento de Sarney da presidência.
Segundo fontes do governo, o presidente Lula concordou com a avaliação de que a crise é do Senado, e não só do senador Sarney que, segundo ele observou, assumiu o cargo há menos de cinco meses.
Ao mesmo tempo, Sarney se disse tranquilo no Senado. Segundo a contabilidade do PMDB, hoje ele tem ao menos 54 votos em sua defesa por lá.
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