Voto das mulheres decide eleições em 160 municípios

As mulheres vão decidir a eleição na maioria dos municípios pernambucanos. Em 160 cidades, o número de eleitoras é maior. Elas votam e também se candidatam. Mas para chegar à igualdade de direitos com os homens foi uma longa história.
Em 1822, pouco depois da Independência do Brasil, só votavam os homens brancos e ricos. Pobres, negros escravos e mulheres nem pensar. Hoje, o voto feminino é fator decisivo na política.
Em Pernambuco, dos 6.067.589 eleitores, 3.209.010 são mulheres. Dos 185 municípios, as mulheres são maioria entre os eleitores de 160 cidades. Em Lajedo, no agreste, 56% dos eleitores são mulheres, proporcionalmente ao número de habitantes; é a cidade com o maior percentual de eleitoras no estado.
Em Caruaru, são 55% de eleitoras. Entre as cidades do sertão, Petrolina tem 53%. São elas que decidem também a eleição no Recife. Na capital pernambucana, 55% dos eleitores são mulheres.
Escolher os representantes do povo é construir o futuro que se quer para a cidade. É um orgulho para quem vota com responsabilidade.
Para as eleições municipais deste ano, 2.742 mulheres se candidataram a cargos políticos, quase quatro vezes menos que o número de homens candidatos (10.863). Na concorrência às prefeituras, a diferença é maior: 400 homens e 54 mulheres em todo o estado.
De acordo com a Lei Eleitoral, os partidos políticos devem obedecer a seguinte regra: das candidaturas que os partidos podem lançar, eles precisam preservar, no máximo, 70% das vagas para um sexo e 30% para o outro sexo. Isso implica dizer que pode ser 70% de mulheres e 30% de homens ou o inverso: 30 de mulheres e 70 de homens.
Para chegar à igualdade de direitos com os homens, podendo votar e se eleger, foi preciso muito tempo e muitas lutas. O voto feminino no Brasil foi reflexo da luta de milhões de mulheres do mundo inteiro, inciado na segunda metade do século 19. O movimento pelos direitos políticos das mulheres começou por pressão das americanas e inglesas. Para elas, o direito de votar foi conquistado em 1920.
No Brasil, houve algumas experiências isoladas como a das mulheres do Rio Grande do Norte, em 1928, que não só votaram, mas também elegeram uma prefeita: Alzira Soriano, do município de Lajes.
E, assim, as portas para a entrada da mulher na política começaram a se abrir. Muitas se candidataram em alguns estados, mas apenas a médica Carlota Pereira de Queirós conseguiu se eleger deputada pelo estado de São Paulo.
Um ano depois, a constituição de 1934 garantiu, em todo o país, o direito de a mulher votar e ser votada. Naquela época, em Pernambuco, as mulheres também marcaram a história.
Agora, é esperar o dia da eleição e comparecer às urnas, na certeza de que tão importante quanto votar é ter consciência do poder do voto.

Fonte: Agência Brasil

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